domingo, 21 de janeiro de 2018

Isto é muito Black Mirror #2

Olá caros leitores e escritores, neste dia irei falar sobre o segundo episódio da primeira temporada de Black Mirror.

Um cara, uma bicicleta que gera energia em meio a varias outras pessoas que fazem o mesmo. Em seu tempo de folga é obrigado a assistir entretenimento enlatado se não quiser gastar seus créditos. Um show de talentos inescrupuloso para entreter os geradores de energia. CONTÉM SPOILERS.

Um homem negro retrata nosso ponto de vista na narrativa. O que me imergiu no episódio é o fato de ser tão parecido com a nossa realidade; sair da merda e ser alguém através de um concurso... É algo que infelizmente ocorre muito hoje. E no fim não faz diferença, pois é tanta gente tentando as mesmas coisas.

Ele encontra uma mulher jovem, como um anjo em meio ao caos psicológico que o episódio nos coloca. O nosso personagem principal é tomado pela revolta após comprar uma candidatura ao tal concurso de talentos pra esta mulher. Porém o destino dela é uma prostituição forçada pelo compromisso implícito no presente. Obviamente ele se revoltou e deu a volta por cima economizando pra comprar uma entrada e... Ele ameaça cortar a garganta na frente de todos, porém isto termina como mais um canal, mais uma mídia enlatada reproduzida para os geradores de energia.

No fim a revolta dele é compartimentada para não esparramar pra todos os lados. Os internos consomem este programa como forma de controle, colocando a revolta de cada um concentrada em determinados momentos. Podemos comparar ao "minuto de ódio" em "1984" ou ainda resumido pela frase "o sistema é foda, parceiro". De qualquer forma isto mostra o quanto nossas emoções, ideias e ações são compartimentalizadas entre os setores de nosso dia. O episódio também nos mostra que não basta a revolta, não é o suficiente protestar... Ele tinha apenas duas escolhas; viver bem, curvando-se ao sistema ou morrer lá no palco pra talvez gerar uma revolta. O sistema minimiza o sacrifício, faz com quê as intenções puras sejam corrompidas pela própria versão dos fatos.

O problema é que geralmente as pessoas não pensam sobre suas convicções e não as quebram em pedaços menores pra ver se desmancham ou continuam fortes. O que é certo pra você talvez não seja para outros. No entanto atacamos a posição alheia ao invés de tentar emprestar o entendimento alheio e tem medo de rever suas convicções, bem como a filosofia fazia antigamente... Quando o método científico estava sendo montado e criando raízes.
Lembrando que estes episódios de Black Mirror costumam ter interpretações particulares a cada telespectador, contando mais sobre a visão dele sobre o mundo do que qualquer outro ponto, por esta razão eu gostaria ouvir, ler e saber da visão de vocês sobre este episódio.

Filosofando um pouquinho:
Não quero dizer pra deixar de acreditar, mas sim que não tenha nada sagrado, que não pode ser contradito e/ou desmontado. Depois de tanto tempo desconstruindo os meus conceitos, cristalizei um novo; deixar as pessoas fazerem o que quiserem com elas mesmas, portanto devem respeitar a liberdade alheia. Isto faria diferença na sociedade; aceitar que tudo o que você sabe pode ter algo de errado, mas o medo cega...

Depois deste episódio senti uma sensação horrível, ainda pior do que no primeiro episódio. Mas vale a pena assistir pra refletirmos a natureza do ser humano e eu compactuo com a visão do episódio "o ser humano é mau a não ser que precise ser bom".

Comentem o que acharam do episódio, pois esta é uma discussão importantíssima!

Abraços randômicos e até mais!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Olá! Fique à vontade para exibir sua opinião e deixe o link de seu blog/site também. Abraços!