Olá caros leitores e escritores. Enquanto escrevo este post, acabei de assistir o segundo episódio de Black Mirror (também assisti o primeiro). E tenho que dizer; você se sente horrível depois de assistir. Mas uma palavra é muito pouco pra descrever a sensação obtida pela série.
Pra quem ainda não assistiu (como eu há algum tempo atrás) esta é uma série de histórias no maior estilo Irmãos Grimm, mas passando nos tempos modernos e sem muito terror de sangue espalhado por todas as cenas. É uma espécie de terror psicológico e ficção científica.
Recebi a indicação do podcast Anticast enquanto eles faziam programas voltados para os episódios desta série de histórias individuais, explorando a alta tecnologia e comportamento social. Mostrando extremos de nosso próprio comportamento como sociedade, digo-lhes mais; todos deveríamos assistir ao menos um episódio desta série.
Em geral são 45 minutos de história, dividido em partes limpas e concisas, sendo imprudente assistir enquanto se faz qualquer outra coisa. Geralmente o(s) protagonista(s) fica(m) sem saída enquanto escolha, o que nos faz refletir nossos comportamentos e atitudes como seres humanos. Agora irei explanar um pouco sobre o que percebi na estruturação da narrativa da série Black Mirror.
1. Ambientação.
A parte inicial te apresenta o universo do episódio, toda a sua contextualização do ponto de vista do protagonista. Se compararmos com a literatura seria um conto em primeira pessoa. Nesta parte, além de te apresentar ao universo, temos a problemática do personagens. Sei que pouco entendo de cinema e televisão, mas os personagens nos passam o sentimento correto (por assim dizer), enquanto você se coloca no lugar do personagem e repensa as atitudes com um contrafactual; "o que eu faria se estivesse no lugar dele/dela?". É fantástico, até ir para a segunda etapa da narrativa.
2. Desenvolvimento.
Nesta parte você muda um pouco a perspectiva, vendo pelos olhos de outros personagens importantes para o desenvolvimento. Geralmente entra o segundo e/ou terceiro protagonista e alguns personagens secundários apresentados na primeira parte ganham força e expressão. Normalmente estes secundários representam o senso comum do universo ficcional apresentado pelo episódio. Os protagonistas secundários vão mover a história pra frente, continuando a apresentação do universo em uma linguagem, se transportada para a literatura, de terceira pessoa não onisciente. Ao mesmo tempo que o episódio amplia sua percepção, ele acaba te induzindo a tentar uma saída da realidade apresentada, mas nenhuma porta ou janela se abre, oferecendo apenas uma sensação de impotência que está por vir.
3. Percepção do real.
Você toma posse do problema, ele passa a ser seu e você fica aflito enquanto esta parte se desenrola, preparando-se para a conclusão. Este é o momento preparativo para o clímax. Normalmente você diz "isto não vai acontecer!", mas (spoiler) na maioria das vezes acontece... Você é guiado pelo embalo da atitude final do protagonista em direção à conclusão.
4. Conclusão.
Normalmente curta e densa. Como a decida de uma montanha russa; você sente uma ânsia emocional e deixa escorrer parte de seus pensamentos pelo nariz. A sua alma se segura onde quer que esteja... É impressionante a atenção que você dá a esta parte, mas você quer seguir pra saber o que acontece depois.
5. Desembarque.
Você assiste o final sentindo-se um merda. Pensando se deveria fazer o papel de um vilão da Marvel ou DC. Que nada na vida faz sentido ou alguma discussão que você teve na internet seria facilmente subjugada pela sensação prestada por este episódio. Algo muito desejável pra qualquer escritor que queira despertar estes gatilhos mentais do leitor.
Planejo comentar um pouco sobre as perspectivas dos capítulos do Black Mirror nesta coluna. Assista e diga o que achou nos comentários.
Abraços randômicos e até mais!
Pra quem ainda não assistiu (como eu há algum tempo atrás) esta é uma série de histórias no maior estilo Irmãos Grimm, mas passando nos tempos modernos e sem muito terror de sangue espalhado por todas as cenas. É uma espécie de terror psicológico e ficção científica.
Recebi a indicação do podcast Anticast enquanto eles faziam programas voltados para os episódios desta série de histórias individuais, explorando a alta tecnologia e comportamento social. Mostrando extremos de nosso próprio comportamento como sociedade, digo-lhes mais; todos deveríamos assistir ao menos um episódio desta série.
Em geral são 45 minutos de história, dividido em partes limpas e concisas, sendo imprudente assistir enquanto se faz qualquer outra coisa. Geralmente o(s) protagonista(s) fica(m) sem saída enquanto escolha, o que nos faz refletir nossos comportamentos e atitudes como seres humanos. Agora irei explanar um pouco sobre o que percebi na estruturação da narrativa da série Black Mirror.
1. Ambientação.
A parte inicial te apresenta o universo do episódio, toda a sua contextualização do ponto de vista do protagonista. Se compararmos com a literatura seria um conto em primeira pessoa. Nesta parte, além de te apresentar ao universo, temos a problemática do personagens. Sei que pouco entendo de cinema e televisão, mas os personagens nos passam o sentimento correto (por assim dizer), enquanto você se coloca no lugar do personagem e repensa as atitudes com um contrafactual; "o que eu faria se estivesse no lugar dele/dela?". É fantástico, até ir para a segunda etapa da narrativa.
2. Desenvolvimento.
Nesta parte você muda um pouco a perspectiva, vendo pelos olhos de outros personagens importantes para o desenvolvimento. Geralmente entra o segundo e/ou terceiro protagonista e alguns personagens secundários apresentados na primeira parte ganham força e expressão. Normalmente estes secundários representam o senso comum do universo ficcional apresentado pelo episódio. Os protagonistas secundários vão mover a história pra frente, continuando a apresentação do universo em uma linguagem, se transportada para a literatura, de terceira pessoa não onisciente. Ao mesmo tempo que o episódio amplia sua percepção, ele acaba te induzindo a tentar uma saída da realidade apresentada, mas nenhuma porta ou janela se abre, oferecendo apenas uma sensação de impotência que está por vir.
3. Percepção do real.
Você toma posse do problema, ele passa a ser seu e você fica aflito enquanto esta parte se desenrola, preparando-se para a conclusão. Este é o momento preparativo para o clímax. Normalmente você diz "isto não vai acontecer!", mas (spoiler) na maioria das vezes acontece... Você é guiado pelo embalo da atitude final do protagonista em direção à conclusão.
4. Conclusão.
Normalmente curta e densa. Como a decida de uma montanha russa; você sente uma ânsia emocional e deixa escorrer parte de seus pensamentos pelo nariz. A sua alma se segura onde quer que esteja... É impressionante a atenção que você dá a esta parte, mas você quer seguir pra saber o que acontece depois.
5. Desembarque.
Você assiste o final sentindo-se um merda. Pensando se deveria fazer o papel de um vilão da Marvel ou DC. Que nada na vida faz sentido ou alguma discussão que você teve na internet seria facilmente subjugada pela sensação prestada por este episódio. Algo muito desejável pra qualquer escritor que queira despertar estes gatilhos mentais do leitor.
Planejo comentar um pouco sobre as perspectivas dos capítulos do Black Mirror nesta coluna. Assista e diga o que achou nos comentários.
Abraços randômicos e até mais!

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